Empreendedores
AutoEmprego ou Desemprego – Reflexões sobre o não-empreendorismo
Objectivo
O objectivo desta reflexão é o de estabelecer um quadro compreensivo das causas do baixo nível de empreendorismo em Portugal, levantando e avançando induções, acabando com propostas concretas que penso poderiam constituir bons pontos de partida para a construção duma nova geração de empresários.
Manuel Forjaz
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Permalink Responder até Pedro Carrilho em 4 maio 2010 at 12:40
Permalink Responder até Nuno Gaudêncio em 8 maio 2010 at 19:00
Permalink Responder até Isabel Metello em 12 maio 2010 at 11:12
Permalink Responder até Vitor Amador em 14 novembro 2011 at 2:36
Estou completamente de acordo com Manuel Forjaz. O emprego está em vias de extinção.
Em 1993 escutei pela primeira vez a um grande visionário meu parceiro que em breve o emprego ia estar em vias de extinção, sinceramente achei um exagero tal afirmação, mas algum tempo depois consequência de vários congressos que assisti onde escutei empreendedores de vários pontos do mundo, comecei a perceber e depois acreditar que era verdade.
Que em 1993 muitos de nós não acreditássemos que emprego estava em vias de extinção, até que se poderia considerar normal, pois nem todos temos de ser SUPER visionários, mas 11 anos depois do virar do século haja ainda pessoas que não acreditem, merece uma reflexão.
A maioria das pessoas (muitos destes até bastante empreendedores) continuam à procura de emprego como solução profissional, quando o mais normal hoje em dia seria procurarem soluções, não para empreenderem por conta de outrem, mas sim por conta própria.
Muito se fala e escreve sobre empreendedorismo, mas pouco, o que pode fazer concretamente um empreendedor que queira empreender por conta própria, pois a questão que se levanta é que muitos empreendedores não têm capacidade de investimento, nem uma ideia inovadora que incentive um Business Angel ou entidades bancárias apostar.
Que pode fazer uma "Sardinha" num mundo de tubarões"?
O conceito empresarial que desenvolvemos atualmente em 5 países, considerado por muitos especialistas como a evolução natural do franchising é sem dúvida uma solução para todos aqueles empreendedores que querem empreender por conta própria e estão dispostos a mudar os seus paradigmas, de forma a que tenham a visão e se sintam capazes de tomar a decisão de fazer aquilo que um dia Ray Croc (Macdonalds) decidiu fazer: Criar a sua própria rede, sem que para isso, tenham de ter capital de risco, nem deixar a sua atividade atual se a tiverem, beneficiando de um sistema operativo com mais de 40 anos experiência e do acompanhamento e assessoria de um mentor.
Permalink Responder até Luís Cochofel em 14 novembro 2011 at 15:44
Estou completamente de acordo consigo, Manuel (e acho que isto me tem acontecido várias vezes ao longo do - pouco - tempo desde que o 'conheço', isto é, desde que leio o que escreve ou escuto o que diz).
Desde 1986 que digo isto mesmo (que o 'emprego' morreu; que é preciso que cada Pessoa se prepare para ser uma 'empresa'; que depois possa escolher os seus Clientes; que possa escolher, enquanto fornecedor, mais do que um Cliente).
Depois de 1992, por também ter feito parte dos que (como agora na Roménia) acreditaram que a Indústria Automóvel podia ser importante para Portugal, percebi ainda melhor, e com mais informação na mão, como era importante Portugal apostar no Turismo.
Isto pode parecer desconexo, mas tentarei explicar:
Ao investir em viver no interior do país (Nelas - distrito de Viseu, a dois passos da Serra da Estrela), enquanto quadro de multinacional que ali construiu a sua primeira fábrica em Portugal percebi três coisas:
1. Vive-se muito melhor no interior;
2. A multinacional tem os olhos postos nos dividendos a pagar em Outubro de cada ano aos seus accionistas, gerindo as suas operações em função dos custos; Portugal era, naquele tempo, um País de baixo custo com uma boa relação custo/capacidade produtiva; não tem, até pela sua situação geográfica periférica, interesse como centro de produção, a menos que haja, como naquela altura ainda havia, unidades que se integrassem numa completa operação que desse lugar a um produto (SEAT Barcelona / FORD Valência / VW Pamplona / GM Saragoça / Auto-Europa Palmela) de preço competitivo.
Não era o recurso Portugal que era importante (como hoje não o é a Roménia) mas sim o factor custo o que pesava na decisão de investimento/exploração.
3. O verdadeiro recurso de Marca Portugal chama-se Natureza Geográfica. Vende-se, sabendo-se fazê-lo, tal recurso com o nome de Turismo.
A dois passos da Serra da Estrela, de Viseu, de Gouveia, das Caldas da Felgueira, das Termas de Alcafache, de Santar, de Cabanas de Viriato, não se pode sentir outra coisa que não seja 'Que bonito que isto é; que sorte termos recebido esta dádiva natural; porque é que isto está tão abandonado?'
Por isso, oriento a minha atenção para a necessidade de desenvolver projectos no interior.
Só não estarão abandonados os locais que tenham Pessoas a tratar deles, a dar-lhes vida nova todos os dias. E, se sabemos como cresceram as cidades e que já não é nas cidades que gostamos de viver, é fácil perguntar-me: ‘Porque é que não se estruturam novos projectos aglutinadores de empreendedores nas aldeias e vilas do interior?’
Sim!: porque é que se continua a sonhar com o grande projecto na cidade – já congestionada e em que, a cada dia, é mais difícil perceber diferenças da oferta empreendedora – e não se promove uma ampla discussão sobre o regresso, estruturado, ao interior?
As ideias que entretanto partilhei, mantenho-as online para, de vez em quando, poder respirar ar puro virtual em frente a este meu portátil, mas continuo a acreditar que ainda vou ver o início dessa nova era em que os Portugueses perceberão que o País nasceu de interesse-comum, disseminação de Colaboração com tal interesse-comum - materializada nas cidades com castelo -, e que, se o País é conhecido pelos Descobrimentos – assim, no plural – também isso não foi um acaso, antes uma vontade estrategicamente organizada, e realizada depois, de disseminação de um princípio.
Resta-me propor – como se aproveitasse a sua análise em meu proveito, para realizar uma chamada-para-a-acção – que cada um dos portugueses deixe de olhar para o Governo como o ‘Procurador’ que vai tratar de tudo (não vai…), e tratasse de se tornar ele mesmo – cada Português – no ‘Procurador’ da sua ideia de empreender, re-orientando a sua estratégia para a ligar com a sua aldeia/vila/cidade.
O primeiro reflexo do retorno ao interior seria, estou certo, o do aumento da nossa produção agrícola para consumo próprio e a diminuição, imediata, de importações que nos depauperam hoje, de facto…
A questão das vias de acesso de que fala no seu texto, soa, de facto, a obstáculo, mas creio que temos as condições suficientes para gerar muito mais do que o que geramos com aquilo que temos (temos uma rede viária mais longa do que a da cidade de Nova Iorque e habita menos gente, havendo também menos viaturas a circular, em Portugal continental do que naquela cidade dita rica; a diferença estará nos recursos geográficos ou nas Pessoas?).
Neste momento há dois projectos, para duas novas cidades, em preparação em Portugal. Vale a pena ficar atento!
Mais importante do que isso, é preciso começar a pensar em empreender no interior do País e criar a sua própria ‘empresa’!
Anexos:
Ideias partilhadas online:
Projectos de cidades novas para Portugal:
2. Não estou autorizado a revelar, por agora (estará prevista para a Margem Sul do Tejo).
Permalink Responder até Teresa Ferreira Gomes em 14 novembro 2011 at 23:50
Boa noite Luis Cochofel
Gosto imenso da ideiaaregos :-). Já está a andar?
Permalink Responder até Luís Cochofel em 15 novembro 2011 at 11:03
Como imaginará, não é fácil convencer muitos, mas estão a ser dado passos importantes. Quem fôr a Caldas de Arêgos num qualquer fim de semana de hoje já vê mais gente do que no momento em que comecei a escrever a ideia, porque começa a haver mais equipamentos a funcionar (uma nova Marina, as Termas a funcionar 365 dias por ano, um pequeno Hotel, três restaurantes, três bares junto à Marina, um barco para atravessamento para, e de, a estação de 'Tormes' - Arêgos, na realidade, na linha do Douro).
Tudo o que aconteceu tem, devo dizê-lo, a ´mão' do Presidente da Câmara Municipal de Resende, que tem feito tudo o que pode para atrair Pessoas e eventos para o Concelho.
Se algum dia pensar em vir visitar, avise-me, porque terei todo o gosto em servir de cicerone.
Permalink Responder até Teresa Ferreira Gomes em 15 novembro 2011 at 11:11
Muito Obrigada!
Permalink Responder até Gilberto Pereira em 18 novembro 2011 at 17:02
"O verdadeiro recurso de Marca Portugal chama-se Natureza Geográfica. Vende-se, sabendo-se fazê-lo, tal recurso com o nome de Turismo."
100% de acordo com isto, o Turismo é o recurso português menos explorado, porquê? Gostaria de saber porquê.
Permalink Responder até Teresa Ferreira Gomes em 14 novembro 2011 at 23:44
Peço desculpa sou nova nisto e acho que apaguei o meu comentário :(... voltarei a contribuir com outro
Permalink Responder até Teresa Ferreira Gomes em 15 novembro 2011 at 11:10
Bom dia e Obrigada :-)
YEN Portugal = Amazing Portuguese Entrepreneurs, People, Researchers, Discoverers, Adventurers, Projects, Companies...
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