YEN Portugal

Amazing Portuguese Entrepreneurs, People, Researchers, Discoverers, Adventurers

O mundo ocidental vive uma situação complicada de emprego.
A virtualização e terciarização da economia dos países da OCDE tornam redundantes e menos núteis centenas de milhares de trabalhadores (milhões?) que anteriormente operavam nos sectores primário e secundário. Enquanto a imigração fde fora da EU, vai ocupando os postos de trabalho indesejados e tornados socialmente desprestigiantes, o Estado, o maior empregador português, simultaneamente mais tarde ou mais cedo lançará para o gigantesco e crescente contingente de desempregados mais 200 ou 300 mil a fim de cumprir um cada vez mais complicado equilíbrio orçamental e social.


A incipiente e microscópica investigação e desenvolvimento em indústrias ou serviços de ponta em Portugal tornam altamente imprevisível a criação de novos postos de trabalho, que seriam sempre, por estes motivos, em número reduzido; o IDE (investimento Directo Estrangeiro), tradicionalmente gerador de emprego estável e bem remunerado foge de Portugal para a Europa centralizada (mais educada, com melhor preparação técnica) e para os países de dimensão económica relevante ou com mercados em surgimento (Roménia, sector automóvel) ou de significativa dimensão (China); falta à actividade turística[5] uma capacidade de auto-organização suficiente e ao meio ambiente político onde ela devia florescer uma visão e know-How que a projectem definitivamente como um dos caminhos de desenvolvimento do país (desordenamento da orla marítima, falta de grupos nacionais de dimensão relevante; falta de infra-estruturas viárias; incapacidade de criação de roteiros de turismo fora da rotina praia-escaldão-sardinhas-alcool procurados pela maior parte (embora de menor poder de compra) dos turistas que nos escolhem.



Empreendedores

AutoEmprego ou Desemprego – Reflexões sobre o não-empreendorismo


Objectivo

O objectivo desta reflexão é o de estabelecer um quadro compreensivo das causas do baixo nível de empreendorismo em Portugal, levantando e avançando induções, acabando com propostas concretas que penso poderiam constituir bons pontos de partida para a construção duma nova geração de empresários.



Manuel Forjaz


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Respostas a este tópico

Não custou nada... Foi um prazer, até. Tenha uma boa semana!

Estou 100% de acordo com o que diz!

Para mim a causa do baixo nivel de empreendorismo deve-se essencialmente a uma atitude de querer "controlar"tudo e todos. Desde que trabalho ( já lá vão uns anos) que encontro dificuldades, porque querem que eu faça as tarefas de uma forma que eu não sei fazer! Não que o meu resultado nao seja o mesmo ou, por vezes, melhor! A minha forma de as fazer é que não é a mesma! Logo... estou "tramada!" . Se queremos que os mais novos saibam fazer e queiram fazer devemos dar-lhes as ferramentas para tal. Não basta ensinar a pescar, é preciso também dar a cana de pesca às novas gerações.E deixá-las pescar ... E isso não acontece. Vivemos num pais muito " tradicional"  e "conservador".  Não gosto de palavras negativas por isso direi apenas que a maioria dos portugueses são chatos e "empatas" :-) não todos, graças a Deus ... . Falam, e não agem! Opinam mas desdizem-se .. é estranho :(!  Propostas concretas : Formação em responsabiliade, formação em actividade, formação em ter "brio", formação civica. Como é que isto se faz ? Aqui... tenho que pensar! Obrigada pela oportunidade que me foi dada! Admiro o seu trabalho e as suas ideias Manuel Forjaz :-) Boa noite. Teresa F Gomes
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Manuel, sem dúvida alguma que a visão a curto prazo, o desenvolvimento não sustentado do país em áreas fulcrais, em benefício do aparato espectacularizado de estádios de futebol e companhia deu no que deu. Temos um país com tantas potencialidades cuja autopromoção poderia, se posta em prática de forma estratégica pragmaticamente inteligente, resultar em custos quase nulos.

Por exemplo, se houvesse boa vontade e um autêntico espírito solidário na reconstrução do país, todos nós poderíamos criar uma rede de reconstrução de edifícios devolutos, em parceria com as câmaras, em regime de voluntariado- sou mulher, mas sei lascar paredes, pintá-las, lixar portas, afagar o chão, envernizá-lo, arrastar móveis e muitos mais saberão...; outros terão muito mais competências, para que muitas pessoas que ficaram sem as casas, dada a situação de desemprego e falta de cumprimento do pagamento de empréstimos, pudessem ter um tecto, dando prioridade a quem tivesse familiares dependentes.Filhos, Pais, Avós. O mesmo se aplica a pequenos comerciantes com lojas tb devolutas, que poderiam beneficiar, tb em regime de voluntariado, de conselhos de designers sobre como reformular os seus estabelecimentos de acordo com as tendências dominantes. Reavivar os mercados, incluindo as feiras de artesanato, tb resultaria em cativar com eficácia turistas, divididos em vários segmentos. Mesmo em relação à limpeza das ruas, por uma união cívica que resultasse numa melhoria da imagem das nossas cidades.

Mesmo as hortas urbanas deveriam ser orientadas por arquitectos paisagistas, para não dar o ar de miserabilismo.

A autopromoção viral tb é tão fácil de ser feita e a custos nulos!

Enfim, tal implicaria uma mudança radical de mentalidades, uma vontade suprema de se dar a volta à sitruação. Há que se começar pela base para se ir crescendo. E só através dessa revolução lá iremos!

Eu elaborei um trabalho para um seminário para a revitalização do centro da vila de Oeiras, que tantas potencialidades apresenta ao nível turístico, comletamente desaproveitadas, como acontece em tantas outras vilas. Numa das minhas crónicas cá o publicarei.

Entretanto, face à conjuntura, só há uma saída- trabalho, muito trabalho, regime de mukltitasking, criatividade, solidariedade e Fé!

 

Abraço a todos!

 

Muito boa contribuição, Isabel! Não tenho dúvidas de que o caminho é esse: o da COLABORAÇÃO para fazer acontecer a mudança! Fico à espera do seu artigo sobre a revitalização de Oeiras...

 

Luís, perdoe-me a demora na resposta, muito obrigada. fica prometido- amanhã cá começarei a postá-lo. Desenvolvi-o para o seminário de Gestão de Imagem, não foi um dos meus melhores artigos, pois foi escrito numa fase um pouco complicada pessoal e tudo o que faço tem muito de mim, logo há um reflexo imediato, mas terei todo o gosto em aqui o publicar. Por coincidência, ontem, uns Amigos meus fizeram questão de ir ao centro da vila de Oeiras lanchar num determinado local e lá fui onde há muito tempo não ia.  Fiquei contente por duas circunstâncias: há uma nova loja que respeita as novas tendências estéticas e uma congruência com o tipo de comércio que ali deveria existir; um salão de chá que continua tb igualmente respeitador das novas tendências no Palácio do Egipto. Mas, garanto-lhe que ainda olhar para o Mercado Municipal de Oeiras, uma obra arquitectónica típica do Estado Novo que, questões políticas aparte, é  intemporal, pois é muito clean, continua ali ao abandono, quando poderia ser revitalizado em prol de um espaço multifuncional...enfim...

Outra desilusão- uma loja que primava pela estética muito anglo-saxónica, hoje, muito em voga, agora perdeu a fachada em prol do alumínio...enfim, mais uma vez... 

Enquanto as mentalidades não mudarem e os interesses se sobrepuserem a Princípios e a uma Ética Pública Irrepreensível dá nisto...

Olá Isabel! Boa noite a todos!

Seria fantástico se muito mais pessoas tivessem opinião e pusessem mãos à obra! Acabamos por ter ideias mas não conseguimos concretizá-las exactamente pela mentalidade que temos. Não acho que seja de deitar tudo fora...mas melhorá-la e em alguns casos mudá-la para melhor!

Deixei Lisboa e vim viver para Fátima há 5 anos. Mudei toda a minha forma de estar para me adaptar à cidade...mas é muito difícil quando não nos conhecem, quando não querem dar abertura ao novo, quando se faz daquela forma há muito tempo...só agora consegui dar rumo profissional à minha vida e é através do empreendedorismo...mas nada fácil!

Aproveitar o turismo desta cidade é uma mais-valia...mas há muito preconceito e por vezes quem é responsável por esta área não percebe nada do tema!

Como diz no final...é preciso muita criatividade, solidariedade, muito trabalho com qualidade, muita esperança e Fé.

Uma das coisas que me faz avançar... é saber que não estou sozinha. Que neste momento de crise há oportunidade de fazer melhor. Que os erros são uma mais-valia! Com eles podemos aprender a fazer melhor! O importante é não cruzar os braços!

Coragem... Há muito bem a fazer, para bem de todos!

Bom fim-de-semana!

Olá, Katya, as minhas sinceras desculpas tb para si pela demora na resposta ao seu amável comentário. De facto, tb é minha opinião que estamos num país obstaculizante a todos os níveis, principalmente, para quem não tem backups de realce (para quem os tem é sempre muito fácil e até se dão ao luxo de opinar que, se os outros não conseguem, é porque não têm vontade, nem persistência, nem determinação (chega a ser cómico se não fosse trágico, pois por cada caso há uma hipótese a menos de desenvolvimento colectivo que é feito de grão a grão...dá ganas de lhes responder assim face to face :) vontade e competências temos, não temos é a sua cunha ou as costas tão quentes (eu, hoje, estou chateada, não me leve a mal :)...mas enfim... - é tb como a história da funcionária de um guichet de uma repartição pública que tem o prazer sádico em dizer que os impressos acabaram mesmo agora ou que o melhor é regressar amanhã, pois faltam 5 minutos para a sua hora de almoço (há um sketch sobre o tema da Ana Bola e da Maria Rueff imperdível ...:)

Quanto à questão do turismo em Fátima, como crente, creio que a espiritualidade não se apaga por uma sábia autopromoção deste Locus Sacratus, muito pelo contrário, mas há uma diferença entre fazer-se um turismo sustentado, que até possa beneficiar directamente quem de direito (os mais desfavorecidos e não as falsas beatas :) e o de fazer-se da Casa do Pai uma feira, que é o que acontece em Fátima- os prédios são simplesmente pavorosos, as lojas um horror, parecem lojas Chinesas com terços vendidos ao metro.

Daí que folgue em saber que se pode fazer merchandising religioso, mas com qualidade, com base em artesanato tradicional e/ou urbano e não em artigos e numa estética totalmente plastificantes. Diz isto quem tem um terço e uma Nossa Senhora de Fátima de plástico, mas São Ambos Sagrados para mim, pois foram adquiridos em momentos especiais na minha vida- o terço foi-me vendido pelos caseiros do Padre Miguel do Soito, há mais de 20 anos, e foi por ele benzido... :)

Claro que vou a Fátima frequentemente, apesar de já não ser Católica- sou Cristã holística, o que quer dizer que, fazendo a ponte com a teoria de Chomsky sobre a estrutura profunda das línguas, considero a Religião, etimologcamente a ligação a Deus ou ao Cosmos, conforme as nominalizações idiossincráticas, como uma Gramática Universal Cujos Princípios Religiosos São os Mesmos, apenas mudando os parâmetros que são particulares a cada cultura. O problema é que a natureza humana prima, tendencialmente, pelo egocentrismo e andam quase todos a dizer que a minha religião é melhor do que a tua, negando um dos Princípios Primordiais Dessa Gramática Universal- a Descentração e o Amor Universal ao Próximo, e a constante luta para atenuar essa força que tanto liga a humanidade à matéria- outra fonte de uma ausência de espiritualidade de bradar aos céus (não esquecer que, em Portugal, são muitos os casos em que se destroem Afectos por terras, carros, acumulação de tijolos, pelo vil metal, enfim...mas, muitas dessas mesmas pessoas lá vão em procissões indulgentes em direcção a Fátima, como os cruzados iam para Jerusalém, pensando que apagariam os seus pecados ao matarem uns tantos infiéis- fazendo a ponte para a actualidade é como se Deus fosse o dono de um clube de futebol e os infiéis mortos de ambas as partes de Guerras que de Santas nada tinham os golos, autênticas garantias de um céu objectivado porque construído à semelhança a vida terrena, o que chega a ser ridículo, porque, à partrida como à chegada, o m.o. deveria ser o inverso, mas enfim, de novo ...desculpe-me, mas, ontem estive no lançamento da obra Santos, Demónios e Pecadores de um Amigo meu e ainda estou influenciada pela temática :)

Mas Esse Amor Universal nunca jamais em tempo algum significa apatia, oração sem acção, muito pelo contrário- um crente tem o dever de lutar, quotidianamente, pelo que considera correcto e por Direitos Inalienáveis próprios ou alheios que julgue em boa consciência ultrajados, mesmo que se estraçalhe todo, pois pacifismo não é passividade. Daí  Paciência, a Resiliência e a Fé na Justiça Divina Sejam Premissas Essenciais num crente, assim como num empreendedor- eu aposto sempre mais na tartaruga do que na lebre, na inteligência pragmática (catalisada pela inteligência criativa e pelo idealismo :) do que na chico-espertice ....Mas reconheço que, por vezes, resvala-se para a impaciência e diz-se :) "Épá, estou fartinha! Neste país há um prazer sádico em travar os outros, principalmente quando esses outros não se identificam com certos "rebanhos de pensamento" ou não são passíveis de ser catalogados pelos rótulos das falsas beatas que por aí pululam, tanto religiosas como laicas (continuando com o apoio de Chomsky emprestado pela Linguística, a mentalidade estrutural é a mesma, só muda o registo de superfície :), que gostam de identificar os outros de acordo com s seus próprios parâmetros vivenciais. Como tal, força, vá em frente com confiança e determinação- as hienas riem-se e os pássaros levantam voo... 

 Mas, voltando a Fátima, apesar de considerar que a nova catedral tem obras lindas no seu interior, julgo que tal construção seria escusada, até pelos custos adstritos que deveriam ter sido canalizados para o apoio social aos mais necessitados. Mas, voltando aos mamarrachos dos prédios- Fátima tem construções verdadeiramente aberrantes em termos arquitectónicos, com excepção para certos mosteiros e conventos. Mais uma prova da falta de visão a longo prazo! Enfim, continuemos que vamos num óptimo caminho preferindo dar um tiro no pé do que ver avançar o vizinho! :)

Katya já vai longo este comentário e peço desculpas ao autor da crónica pelo facto, mas, olhe, entusiasmei-me e deixei-me levar pelo ritmo das teclas.

Desejo-lhe o maor sucesso no seu projecto e as maiores felicidades! Um abraço amigo.  

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